Norok pisava pesado, invadindo a Floresta Alta abrindo caminho para a Vaiwa e o pequeno Broto. Mesmo Farfalhar sendo o grande Ente e sabedor de muita coisa, levar o filho do grande Ente era uma tarefa enfadonha, quase esdrúxula. O pequeno Broto era só uma criança, chamava a atenção demais para si. As cobras enroscavam-se em seus pequenos tronco, usando-o como carona de lugar para lugar. Os vagalumes dançavam ao seu redor, quase como se quisessem iluminar o caminho do pequeno Ente. Isso quando uma ou outra Pixie não aproximava-se com cautela e o pequeno repetia a história de como o Draconato e a Elfa tiraram os terrÃveis necromantes que estavam absorvendo energia da floresta de seu lar e os baniram. Se fosse apenas a história sendo contada, seria menos cansativo. Mas o pequeno, assim como a maioria dos Entes, falava de vagar. Bem de vagar. De vagar demais. Rumando pela floresta a dentro os três deixaram o céu púrpura para trás e a copa das árvores era o seu céu. Os poucos fachos de luz da lua caiam por sobre eles, estreitados pelas copas juntas e volumosas das grandes árvores. Vaiwa indicava o Caminho para o Draconato abrir e seguir, enquanto ela vigiava a retaguarda e apagava os rastros pesados de Norok. Broto ia no meio, saltitando com sobre suas raÃzes enquanto um casal de Azulões fazia ninho em cima dele e uma ou outra borboleta saia de dentro do sul tronco oco pelo buraco negro de seus olhos. Vaiwa contou o tempo pela inclinação dos raios da lua, as poucas nuvens lá encima ajudaram o grupo que temia seus perseguidores imundos. Apesar de parecer pouca coisa, a missão salvaria, não só a floresta, mas também poderia trazer paz, ou pelo menos ordem, aos malditos Drows. Desde que Lituf, a deusa e rainha corrompida dos fungos resolveu usar os Drows como seus zumbis sem vontade como seus asseclas, o mundo Superior e Inferior não dormiu. Até mesmo a demonÃaca Lolth parece ter retirado-se, abandonando os Drows e suas sacerdotisas. Talvez por medo ou, quem sabe, Lituf havia corrompido a própria Deusa Aranha Drow com seus esporos infernais. E, agora, com a descoberta de que aquele pequeno Broto podia salvar tudo era fácil e desesperador demais para a deusa dos fungos. Só havia uma coisa entre ela e a conclusão do seu plano enfiando. Broto tinha que ser morto.
Vaiwa contou o tempo pela inclinação dos raios da lua, as poucas nuvens lá encima ajudaram o grupo que temia seus perseguidores imundos. Apesar de parecer pouca coisa, a missão salvaria, não só a floresta, mas também poderia trazer paz, ou pelo menos ordem, aos malditos Drows. Desde que Lituf, a deusa e rainha corrompida dos fungos resolveu usar os Drows como seus zumbis sem vontade como seus asseclas, o mundo Superior e Inferior não dormiu. Até mesmo a demonÃaca Lolth parece ter retirado-se, abandonando os Drows e suas sacerdotisas. Talvez por medo ou, quem sabe, Lituf havia corrompido a própria Deusa Aranha Drow com seus esporos infernais. E, agora, com a descoberta de que aquele pequeno Broto podia salvar tudo era fácil e desesperador demais para a deusa dos fungos. Só havia uma coisa entre ela e a conclusão do seu plano enfiando. Broto tinha que ser morto. Vaiwa e Broto, muito possivelmente, poderiam continuar noite a dentro atravessando a floresta densa. Porém Norok não tinha a benção da natureza de Broto nem se supria de quatro horas de meditação como a Elfa. - Chega, eu preciso descansar. Não consigo dar mais um passo - Apoiando-se em seu montante ele levou a mão até à s costas que reclamavam o esforço dele. Broto não entendia, não sabia o que era dormir. Vaiwa também não, mas ela precisava meditar, era o mais perto de dormir que ela chegava. Mas Broto não, ele só conhecia a letargia da noite. Ficava mais lento, menos preocupado, segundo o orvalho formar-se em suas folhas até que o Sol banha-se ele novamente. Então ele parava, de alimentava da luz, erguia-se e esticava seus trincos o máximo que podia e via a luz. Só aà então ele se tornava ativo. Talvez dormir era como ver a Luz. Talvez dormir era como aquela sensação de ser banhado pelo Sol. - Eu pego o primeiro o primeiro turno. - Vaiwa começou a limpar o chão e amontoar folhas para improvisar um lugar para o Draconato. - E ele? - Ele... Bom, ele pode ir pegar algo pra gente comer. Não pode, Broto? O pequeno Ente fez que sim, voltou-de para a floresta e desapareceu num arbusto. - A gente não devia deixar a encomenda sozinha - Norok resmungou - Ele não é uma encomenda, é um ser vivo antes de tudo. Mesmo ele sendo minha passagem de volta à Mithdranor, ele é um ser vivo. - Os olhos baixaram, os movimentos juntando as folhas ficaram mais lentos - É só uma criança. - É uma árvore, não deveria andar nem falar. Ele andou pesado até uma pedra e sentou-se suspirando aliviado pelo descanso. A Elfa não esperava que ele entendesse, mas não gostava quando desrespeitava suas crenças. Ela mesma só não atirava em cada lagarto que via pela frente por que eles também faziam parte do que ela acreditava. - Ele é um espÃrito da natureza, uma graça de Silvanus no meio de nós. Você pode puxar briga com quantas raças quiser, mas não atraia a ira dos deuses. Eles sempre vencem, Norok Ela olhava seria para os olhos reptilianos cercados de escamas atrás do focinho escamoso. Ele riu, do seu jeito, mas riu. Balançou a cabeça e se apoiou nos joelhos. - Depois disso você vai pra casa. - É o meu plano
Ficaram em silêncio olhando para os arredores. Os barulhos da vida que acorda quando o Sol se vai é perturbador para quem não sabe o que fazer, ou não tem como se proteger. O pior de tudo é que os desgraçados dos Drows escondiam-se muito bem naquele pretume todo. Só os olhos vermelhos destacavam-se do resto do breu enebriante. Um galho estalou e as folhas dum arbusto farfalharam A Elfa agarrou o punhal da adaga que repousava no sinto. O grande Draconato pegou sua montante pelo cabo e preparou a investida. Do arbusto explodiu o pequeno Broto para fora dizendo que conseguira comida, com os galhos de suas mãos cheias de excremento animal.
Os dois se entreolharam, fizeram cara de nojo e suspiraram. - Deixa que eu vou, Broto. Você fica com Norok, vou tentar pegar alguma coisa. Sem entender, o pequeno indagou - Não está fresca o suficiente? Ainda está quente, está ótima! - Fale baixo. -Norok rosnou para o pequeno- Eu não vou comer essa merda. - Vou caçar, Broto. -Ela tentou disfarçar o ódio pelo companheiro ter falado daquela maneira com o Ente- Norok vai tomar conta de você Ele olhou com as órbitas vazias tristonhas para o Guerreiro, saltitou com as raÃzes para perto do Draconato e sentou-se sob a Luz da lua. Deixou passar a luz por dentro de si e ela saiu pelo orifÃcio do olho e, dentro de si, manipulou gramÃneas e pequenos galhos para fazer sombras no formato de animais e formas pelo olho que parecia ser, agora, um holofote. O grande encouraçado vermelho observou, desdenhou e passou a polir sua espada. - Eu gosto de você -o Broto quebrou o silêncio - E? - E nada, eu só gosto. Você tem a cor do Outono. - Eu tenho a cor de um dragão vermelho ancião, a cor de uma floresta em chamas, a cor de uma espada sendo moldada. Não tem nada a ver com o Outono - Você é O Guerreiro do Outono. ImprevisÃvel como a estação, as vezes quente, as vezes frio, as vezes ameno. - Do que você tá falando? Todo Ente fala como um brejeiro esquisito? - Ela também gosta de você. Ela confia. Isso é bom Ele parou de polir sua espada, olhou para o Broto que ainda fazia formas com a luz da lua passando pelo olho do Ente. Ele não estava para conversa, estava no meio de uma mata imunda, cansado, com fome, irritado e sozinho com a razão de toda essa desgraça. Aquilo ali sentado do lado dele era ingênuo demais para não ficar calado.
Iniciativa para criar Mestres e aprendizes na arte fantástica que é mestrar! Entre, explore e aprenda!
quinta-feira, 29 de março de 2018
Desafio - Texto 1/P1
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário