*Um encontro inusitado*
Era difícil perceber, graças as a floresta densa, mas o sol já estava se pondo. A pouca luz que passava pelas folhas, era auxiliada pelo vaga-lumes que piscavam como se quisessem mostrar a vida daquela floresta. Dentre os muitos sons que a natureza proporcionava, podiam se ouvir animais estranhos àquele local: Humanos.
Krap, um rapaz jovem e... digamos... um pouco acima do peso, estava revoltado.
_EU NÃO ACREDITO QUE TOPEI ESSA MERDA COM VOCÊ! “Vamos, Krap! Vai ser incrível Krap! Imagina como a Darla vai te olhar quando voltar com um javali gordo pro jantar”! Pois é. Eu quase quebre a espada do pai tentando bater no maldito javali, que você não foi capaz de acertar UMA FLECHA SE QUER, e agora estamos com fome, perdidos, vamos morrer, e eu NUNCA MAIS VOU VER A DARLA!_ as lágrimas enchiam seus olhos enquanto falava, e já começava a soluçar.
_Calma, gordo!_ Gaten respondeu rispidamente. Ainda tenho 5 e... meia... e já devemos estar perto de casa! É só questão de tempo a...
A conversa foi interrompida por um vulto, acompanhado de sons de movimentações entra as árvores que ambos puderam notar. E os rapazes, apavorados e trêmulos, se prepararam como puderam, esperando o que estava por vir.
Algo saiu do meio dos arbustos. Ambos saltaram pra trás. A flecha de Gaten teria acertado em cheio a criatura, a não ser por uns cinco metros.
E tamanho foi o constrangimento dos rapazes quando escuraram uma voz doce e infantil, vinda daquela pequena criatura.
_Olá, humanos. Como estão? (Risos)
Demorou um pouco até que entendessem que aquele era um dos seres da floresta que ouviam nas lendas. E logo se animaram quando ouviram a proposta de verem um mundo novo e maravilhoso, que faria deles os protagonistas de novas lendas.
Seguiram aquela pequena árvore viva de olhos brilhantes até a por horas, mata adentro, Subiram escadarias talhadas em pura rocha, ao lado do que parecia a cabeça de um homem gigante de pedra. Entraram em uma caverna enorme, que parecia não ter fim.
A pequena arvorezinha acendeu um cristal em sua mão, iluminando o local. Começou a se movimentar entre raízes, que se mexiam de maneira autônoma. Enquanto subia e brincava, ia falando:
_Deve ser interessante ser humano.
_Nem tanto_ disse Krap, enquanto Gaten observava admirado o movimento das raízes.
O ser continuou_ Ser de carne, precisar de pano sobre si, e procurar comida pra não morrer...
Enquanto isso, Gaten percebeu que as raízes, cada vez mais grossas e fortes, começavam a bloquear a entrada.
_Uma existência tão frágil, que pode morrer de tantas maneiras diferentes. _ A criatura continuou _ Talvez seja emocionante...
Assustado, Gaten atirou a fleche que não teve efeito algum. Krap tentou reagir, mas teve seu braço preso por uma das raízes.
Eles lamentavam em desespero, enquanto a pequena árvore humanoide observava-os sentada.
_Não, talvez não seja tão bom assim... Mas, com certeza dão bons brinquedos, não é papai?
E uma voz, potente como um trovão, mas ainda serene, estremeceu caverna dizendo:
_Sim!
Iniciativa para criar Mestres e aprendizes na arte fantástica que é mestrar! Entre, explore e aprenda!
quinta-feira, 29 de março de 2018
Desafio - Texto 3
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