quinta-feira, 29 de março de 2018

Desafio - Texto 5


Os elfos da floresta de Cormanthor estão cansados dos conflitos, dos humanos, da falta de respeito com a natureza e a Trama, eles só desejam ir embora para Encontro Eterno. Mas não é possível se preparar enquanto os Drows os atacam incessantemente...”vis tolos” pensam os elfos enquanto se livram da casa Devir, pois é fácil repeli-los com a proteção do Mythal, a ancestral fonte mágica, oriunda da conjunção da Trama arcana e o poder divino da floresta.

    Mas quando esta recua de volta a Mezonberranzam, a casa Baenre avança, como sempre as mulheres com suas nefastas magias da deusa aranha Lolth e os homens no arcanismo (estes proibidos de serem clérigos), que tem como fonte arcana o sangue, morte e caos.

    Depois de vencidos, foram castigados por mais investidas das casas Melarn, Mizzrym e Do´Urden, todos novamente realizados separadamente, “por que estes tolos perdem tempo nessas empreitadas? É óbvio que eles não tem chance sozinho” indaga a antiga raça.

    Mas a Deusa Aranha sabe o que faz.

    Não só os drows agredem o cenário, o cansaço e impaciência dos antigos elfos de Myth Drannor estava se transformando em ódio, os sacerdotes que tinham como fonte Silvanus, Corellon e Mielikki, nem desconfiavam que homeopaticamente suas preces estavam sendo atendidas por Malar, Cyric e Mask. Os arcanistas deixaram de moldar a Trama como ensinado pela doce Mystra, para arrancar dela o desejado com o auxílio de seres abissais. Queriam efeitos maiores, de consequências extremas e imediatamente.

    Os vícios dos elfos somados as novas fontes de conjuração, começaram a corromper gradativamente o Mythal e suas fontes. Os fios da Trama se tornaram finos, fracos, cheios de nós e forma caótica. Já os efeitos na floresta são visíveis a qualquer plebeu, a terra apodrece, a água dos rios e nascentes está escura e fétida, a fauna que agia por sobrevivência, caça por prazer e tortura antes de matar suas presas que mais parecem vítimas. A flora não demonstra vida similar as cidades de pedra Inverno Remoto e Calimporto, as árvores anciãs que dividiam sua antiga sabedoria, desfrutam atualmente do sadismo de direcionar viajantes inocentes a perdição e aos perigos de encontrar criaturas motivadas apenas por caos, mentira e dor.

    Agora que os defensores de Cormanthor adentraram nas masmorras do vício, caberá aos humanos e demais raças que tanto cansaram os elfos, auxiliá-los a reencontrar a luz das virtudes, do contrário, não haverá floresta para defender e poderemos  testemunhar o nascimento da primeira cidade drow na superfície.

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