- Olha Broto, é melhor você falar a... O arbusto farfalhou na sua frente e ele conteve o xingamento. Já havia dito besteira demais perto da Elfa. Voltou a atenção para a arma e disfarçou o que quase deixara escapar da boca. - Não é ela -Broto parou e enraizou seus pés no chão. Norok saltou da pedra, segurou a montante firme na mão. Olhando ao redor ele rosnou mostrando os dentes. Drows malditos, sempre covardes escondidos nas trevas. Foi quando uma flecha veio da escuridão, zuncou na direção do Guerreiro que conseguiu por a lâmina achatada na frente do projétil. Ajustou a postura e consegui ver, de rabo de olho, Broto mergulhando suas raÃzes por entre as folhas podres como uma planta sendo plantada num vaso. Os passos leves ao redor, alguns sussurros insuportavelmente baixos demais para discernir. Uma sombra negra saltou sobre ele O Drow veio da esquerda, saiu perto de onde o Broto estava quase passou a lâmina no pescoço de Norok. A coluna arqueou para trás e um passo ao lado evitou o ataque. Os nós dos dedos apertaram-se no cabo da Montante e ele passou a lâmina grande e larga na esperança de cortar o inimigo. Infelizmente os desgraçados eram rápidos, ele mal viu a coisa pular e voltar para dentro das folhas e para o breu - Vaiwa! -O Draconato urrou pela companheira, tentou ficar na frente do pequeno e olhava, quase que esquizofrênico, para todas as direções. Algumas folhas mexeram-se ali perto e ele conseguiu prever o ataque. Jogou a montante para o lado e preparou o contra ataque. Viu o Drow, claramente corrompido, no ar ainda antes de atacar. A parte de cima da cabeça estava aberta e, de dentro da cabeça, ligado ao cérebro, brotavam apêndices de cor alaranjada que se erguiam como pequenas colunas de fungos crescendo dentro do crânio do maldito enquanto alimentava-se do cérebro. E quando o Drow estava a meio passo dele com a adaga na mão já em posição de um ataque sem defesa, o montante saiu do lado e viajou pelo Sr num arco na direção do Drow que perdeu a cabeça antes de cair no chão. - Venham, seus desgraçados! Venham! -Ele instigava os outros, mostrando o sangue coagulado correndo pela lâmina afiada de sua arma. Uma flecha zuniu atrás do Guerreiro e a dor aguda instalou-se em sua calda. A flecha prendeu a calda dele no chão, atravessando por entre as escamas. Agora ele estava desequilibrado e com o orgulho ferido também. - Seus bastardos malditos! Três deles saltaram do meio das folhas e sorriram com a situação do Draconato. Vagarosamente andaram com seus cânios rompidos, desfilando seus apêndices fungosos que berravam num tom laranja destoante do negror da pele dos Drows. Norok gritava instigando eles, pedindo que viessem para a morte, sentindo a imensa dor na cauda. Ele estava mesmo em apuros, poucas partes atingidas doÃam tanto quanto a cauda. O ódio o tornava confiante, mas em seu interior ele não sabia se conseguiria equilibrar-se após o primeiro golpe. Dois deles pularam das sobras, juntando-se aos outros três. Puxando adagas embebedadas com o veneno Drow que escorria roxo e pingava das lâminas. Norok tentou parecer parecer inabalável enquanto um deles puxou um arco e colocou uma flecha em posição de bala apontando para seu peito. Foi então que aconteceu. Um deles estremeceu, uma lâmina brotou do peito de um dos malditos que desfaleceu com um gemido abafado. Os outros viram uma Elfa atrás do companheiro corrompido, o de arco virou-se rapidamente e lançou a flecha no ar, que encontrou o corpo do companheiro abatido. Norok aproveitou a brecha e abaixou rápido para tirar a flecha, os outros Drows explodiram em disparada na direção do grande vermelho encouraçado que ousou desdenhar deles daquela maneira. No meio do caminho um deles recebeu uma adaga que voou das mãos de Vaiwa, agora protegida pelo corpo do Drow mole com a lâmina da adaga saindo do peito enquanto o outro Drow puxava mais uma corda. O que restou subiu a adaga acima da cabeça e desceu o braço na direção dele. O golpe foi interrompido pelo antebraço de Norok, que parou o braço do inimigo no meio do caminho. E felizmente Norok tinha um só braço para a defesa, o outro estava tentando chegar até aquela maldita flecha na cauda do guerreiro. O braço do dele vacilou, o Drow o olhava insanamente enquanto dizia coisas em sua própria lingua. a lâmina envenenada ficava cada vez mais perto, mas ele não poderia fazer muito mais coisa enquanto não tirasse a flecha que prendia sua cauda ao chão. A Elfa lançou o corpo mole encima de um dos Drows que puxou uma adaga venenosa e usou a mesma adaga que atravessara o peito para tentar golpear o Drow de arco. A flecha já tensionada quando a Elfa largou o companheiro, um erro terrÃvel. O Drow soltou a flecha que zuncou no ar, a Elfa retirou a lâmina das costas no copo lançado, virou-se para o Dr arco e não deu dois passos a dos lancinante e aguda surgiu em sua coxa e subiu pelo corpo. O veneno não estava apenas nas adagas O gemido de dor pareceu fazer o outro elfo feliz. Ela caiu com um joelho, mas não entregou-se. Jamais. Jogou a adaga que rodopiou sua lâmina pelo curto espaço entre eles e foi alojar-se no pescoço do desgraçado quê gorgolejou antes de escorar-se na árvore atrás dele é deslizar sentando enquanto suas forças esvaziam pelo rasgo no pescoço. A lâmina tão perto do focinho do Draconato que ele sentia o cheiro picante do veneno, os olhos lacrimejaram com o odor ocre e repentinamente sentiu um alÃvio na calda. A flecha foi retirada do chão. Ele usou a perna que mantinha o joelho no chão como alavanca, empurrando com tudo o indivÃduo para trás, segurou os cabelos do Drow de mordeu o crânio daquele pobre coitado como um crocodilo. Segurou forte o braço que o inimigo segurava a adaga, com o braço livre socou o peito do Drow que gritou dentro de suas mandÃbulas. Socou novamente e apertou a mordida, conseguiu ouvir os ovos do crânio começarem a ceder enquanto o Drow chorava entre seus dentes. A mão vacilou, e Norok aproveitou-se disso. Usurpou a adaga dele e cravou-a no lado do coitado. Só então moveu a cabeça bruscamente no movimento de torção e ouviu o estalo do pescoço quebrando. O Drow esfacelou-se mole, no chão. Ele olhou para. A calda, vinhas que vinhas do Broto, que parecia reunir algum tipo de energia dentro de si, escorregaram pelo chão e retiraram a flecha dele. O Guerreiro sorriu, mas não havia tempo para agradecer. A situação de Vaiwa não era boa. Quando ela caiu, um Drow segurou-a pelo cabelo e colocou uma adaga em seu pescoço. A perna da Elfa queimava, ela podia sentir o coração pulsar no ferimento e o veneno subindo de vagar por suas veias. Era como se ela estivesse queimando de dentro para fora. - Entregue-me o Broto, e ela viverá! - Você é louco? Eu vou te caçar depois que você pegar esse projeto de samambaia! O elfo gargalhou descontrolado atrás da Elfa enquanto ela dizia que não para Norok com as mãos. - Desculpe-me Vaiwa. Você vale mais que esse tronco podre. - Norok, não! -Ela sentiu uma joelhada nas costas e o Drow berrou em sua orelha - Calada, vadia! Você não fala aqui! Norok sabia que alcançava o Drow, afinal ele estaria carregando aquele monte de Ente. Então mais quatro Drows saÃram detrás do covarde que fazia Vaiwa de refém. Com isso o Draconato não contava. - Me entrega a droga do Ente, e ela vive! As mãos dela temiam pedindo a Norok que não entregasse Broto. O Draconato lançou o montante para o lado e suspirou pesado - Leva. Só deixa ela ir
Um sorriso malicioso brotou nos lábios do elfo negro, os olhos vermelhos brilharam e a lâmina entrou logo abaixo da costela da Elfa que gemeu alto sua dor que queimava e invadia seu corpo sem que ela pudesse reagir. Ela foi deixada cair, despencou para trás sem ao menos com seguir segurar-se - Seu desgraçado! -Norok berrou e correu para ela. Os Drows se apressaram para o Ente, no meio do caminho Norok acertou um soco num deles antes de chegar até ela. - Vaiwa! Não, Vaiwa. Clama, eu tô aqui. Calma. A Elfa tentava olhar para o companheiro, mas o olhar se perdia. Era como olhar través de água turva. Enquanto o Draconato abraçava a amiga e dizia falsas promessas sobre como tudo acabaria bem os Drows tentavam puxar Broto para fora. - Norok. -A voz dela vacilava, fraca, as vezes parecia borbulhar- Vá até Suvkran, fale com um Halfling chamado Ylbot e diga a quem que... Diga que você precisa falar com a Draconata do boticário. - Vaiwa, não... Você não pode - Me ouve, cacete. Pelo menos uma vez me escuta seu calango gigante maldito. Você precisa falar com ela e pegar o antÃdoto do veneno. A flecha, o seu rabo... - Vaiwa... - Você vai, não vai? Você tem que ir... Pelo menos... Dessa.. vez... Me... Esc... O olhar dela perdeu-se de vez. O peito dela não respirava mais. Ele nunca mais teria o prazer de dizer coisas idiotas apenas para vê-la tentar manter a pose serena de Elfa da floresta. Nunca mais Vaiwa chegaria na hora exata para decidir uma batalha. O Draconato gritou, tão alto quanto pode. Broto liberara um corvo de dentro de si, mas os Drows pareceram não ligar muito. Foi então que aconteceu uma grande ventania, que vinha da boca aberta e das cavidades dos olhos do Ente. O vento tomou proporções ciclonicas e, enquanto os Drows eram arrastados para trás corvos e mais corvos saiam e passavam por cima, desviando, de Norok que chorava abraçado à companheira de tanto tempo. Os Drows não sabiam o que fazer, tentavam proteger-se do vento mas os corvos os bicavam de todas as direções. Norok levantou-se, olhou enraivecido para o grupo de Drows. Os olhos do Draconato brilhando como brasas ativadas, fumaça saindo das narinas e por entre os dentes a mostra. Enquanto os Drows seguravam-se uns nos outros ele foi até o pequeno Broto. Fechou os olhos, segurou nas bordas da abertura encima da cabeça do Broto que dava para um interior que era preenchido apenas por aquela energia estranha que emanava ventos e corvos para os elfos negros. Respirou e lançou chamas, que vinham do mais puro ódio por aqueles desgraçados, para dentro do Ente. A baforadas ancestral de Norok uniu-se a força mágica do interior do pequeno e um ciclone de fogo fez-se presente. Corvos em chamas voavam desesperados, o ar quente e com labaredas atingiu os Drows e os lançaram longe no meio da floresta que começava a arder com todo aquele poder.
Iniciativa para criar Mestres e aprendizes na arte fantástica que é mestrar! Entre, explore e aprenda!
quinta-feira, 29 de março de 2018
Desafio - Texto1/P2
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário